Ora, para quem pretende ir alargando a potencia da sua máquina com o passar dos meses e nao ficar apenas pela simples reprogramação:
- Primeiro, a primeira modificação típica será a reprogramação. Devem escolher um reprogramador que tenha a possibilidade e capacidade de fazer alteração na vossa repro, e isto porque? Colocam uma repro fiável, não muito forte, e o carro fica ao vosso gosto. Dá-vos espaço de manobra de a embraiagem aguentar um par de meses até haver euros para a embraiagem. Caso coloquem logo uma boa repro e forte, a embraiagem vai-se queixar logo, e depois eu tem de tirara repro e largar logo os euros para embraiagem para nao ficarem a pé. Um reprogramador que altere os files ou que conheça minimamente a condução, pros e contras do tipo de condução, e as rotações mais utilizadas, vai alterar o file de forma a que o carro fique forte, conduzivel e sem embraiagens malucas, o tempo Q.B... PS: anulação da EGR electronicamente na reprogramação..
Não se preocupem com o fumo, algum excesso vai provocar o arrefecimento da turbina aumentando a fiabilidade. Há muitos chipadores que se vangolarizam pelas repros potentes bem feitas e sem fumo, pois é, mas mais um kilometro a fundo e sai uma turbina derretida para a mesa do quanto
Importante, montagem de um manómetro de pressão de turbo
- Segundo, a embraiagem.. Eu pessoalmente fui 5 vezes bater com as costas á oficina á conta da embraiagem, nao que nao aguentassem, mas sem pelo trato que o Leon levava todas as noites e todos os fds... Se tem projectos a longo prazo, mais vale investirem logo no bom, no caro, no trabalho excelentemente bem feito, para uma coisa que aguente muito binário... Que não me venham com tretas que embraiagem X ou Y fica como de origem o tanas.. uma embraiagem, feita para aguentar padrada dos carros destinados a street rancing, autódromo e afins, tem de ser rija, tem de ser forma, e como isto vai sempre repelar... uma embraiagem parecida com a de origem, o máximo que vai aguentar é uma repro forte, nada mais, e vai ser apenas uns meses...
Pedir ou montar ou alertar para a embraiagem a pegar bem em baixo, assim que o pedal sai do fundo, pois uns kilometros depois a embraiagem acama, gasta um pouco e o pedal fica a pegar em cima, diminuindo o tempo de vida util do conjunto e embraiagem com menos força...
- Terceira Modificação - Linha de escape - ao contrario que muitas baboseiras se tem lido e escrito, a linhas nos TDi´s nao vai dar mais velocidade de ponta, ou tirar velocidade por ser muito larga, isto nao é um CUP ou um VTI!! O pessoal opta por tirar o catalizador na linha de origem, colocar uma panela xpto, mas o que vai ganhar com isso é um ligeiro aumento da fiabilidade do carro por causa da temperatura nao acumulada, efeito do catalizador e da panela original que tem um trajecto interno sinuoso... Na minha opinião é optar logo por uma linha de 63mm directa, com uma panela final original trabalhada (para atenuar o barulho) - Temos fiabilidade acima de tudo, e o carro mais solto em baixas, e temos linha de escape ja preparada para quando tivermos possibilidade de por um bom e grande turbo...Quando tivermos a atingir a meta pretendida, é so retirar a panela traseira trabalhada, vende-la e fazer uns euros com ela, e meter tudo directo, apenas com uma ponteira para a estética...
ps: Muitos optam por linhas directa de ferro por ser mais barato, mas o que acontece é que as curvas de ferro ao serem feitas e moldadas, o tubo perde o seu diâmetro interno original para um menor. Sinceramente nao ha resultados práticos onde se consiga ver que se perde rendimento e a fiabilidade pretendida, mas pela teoria há, pois se o diâmetro é de 63mm chega as curvas é de 58 ou 59, tem de haver alterações... Eu pessoalmente aconselho linha de 63mm em inox, pois é feita por parcelas sempre com o mesmo diâmetro, alem que não enferruja, é mais leve e o som é diferente
Quarta modificação - Turbo - o trajecto natural das coisas, é colocar um maior que o 17VB... Usa-se muito o alfa 22, onde este turbo so com uma repro fiável e linha dura uma vida se bem cuidado... mas como estamos aqui a falar de bons projectos a longo prazo, porque nao juntar euros e colocar logo um turbo grande e comprar também a came? a Came , maior parte delas para os PD´s, vão essencialmente dar baixas ao carro e mais binários, resumindo, preenche a falha dos turbos grandes e fornece mais força, tornado o carro mais rápido a chegar onde chegava...
O turbo grande com a came era o ideal, pois ja colocamos uma boa embraiagem e temos a linha de 63mm.. WY NOT?
o 22.60 ou o 23 da mercedes para mim são os obvios, mas o de eleição é o 23... foi o melhor turbo que tive, obvio que tinha os seus truques este turbo por parte de quem os reconstroi e aperfeiçoa-os... mas tinha boas baixas e um pulmão em altas descomunal, ao ponto de deixar cortar muitas vezes 4ª pela rapidez e comer rotação, e cortava quinta facilmente com grande alma acima das 4900 rpm´s... Mas é um turbo que precisa de levar com truques e ter came... meter este turbo sem came, é deixar todos arrancarem e nos ficarmos a ver porque o nosso turbo ainda nao fez pressão...
Aproveitar e anular a egr fisicamente com um tubo de aluminio...
Uma boa aquisição é o manómetro de EGT´s, ou seja temperaturas de saida de gases de escape.. um Core do 22 por exemplo aguenta 900º sensivelmente antes de derreter, seria bom sabermos monitorizar isso
O meu setup de repro + 23 + linha + came e pormenores, atingiu 282 cv e 590Nm em Maha... o tão famoso banco, que para mim mede tão bem como muitos que andam para aí hoje em dia...
resumindo os turbos na minha opinião:
22 alfa - consideravelmente melhor que o vb original, o carro sai da mesma forma basicamente mas faz mais ponta, muito fiável...
22 bmw - um pouco melhor em tudo que o 22 alfa, fiabilidade, a normal
18 mercedes - semelhante a um 22 em altas, mas melhor em baixas
22.60 . o famoso grande - na minha opinião boa alma, mas um pouco fragil
23 - ja expliquei acima a experiência...
agora cabe a cada um saber o que quer a curto e a longo prazo..
Quinta Modificação - cabeça do bloco trabalhada.. a performance do carro melhora um pouco em toda a sua extensão, sentido-se essencialmente na troca de mudança a "não" perca de força ou o chamado poço aquando da troca de mudanças a alta rotação...
Sexta modificação - na minha opinião, seria a boa altura para um IC frontal e á medida, grande de preferência.. o IC original é grande, mas fininho e no meio dos radiadores que prefaz um intake relativamente quente... Um IC á medida frontal com tubagens em alumínio de diâmetro percorrido todo por igual, é um bom investimento para ganhar um piuco de alma em altas e ter um aumento considerável de fiabilidade para todo o bloco...
Sétima Modificação - Injectores de alto debito... para mim a parte final, quando ja os nossos foram todos espremidos, o turbo é grande o suficiente para o caudal de ar que produz, então precisamos daquele gasóleo extra para a combustão...
Nao tem sentido injectores com um turbo "normal" como o 22, pois o rendimento vai ser limitado ao caudal de ar por eles produzido, e tamos a desperdiçar gasóleo arriscando a perder muita potencia pelo chamado "embrulhar" por gasóleo a mais...
Basicamente isto será a preparação de performance de um PD 150... Notem que há imensos pormenores truques e dicas ainda usados em cada fase de cada setup, que muitas vezes fazem a diferença... O filtro e caixa foram sempre usados os de origem, apenas o extremo cuidado de estar sempre 5* ...
Isto tem de ser aliado ao melhoramento do setup de suspensão, pneus bons e nao as merdas que ha á venda por aí ao desbarato, e um upgrade significativo aos travões e uso de um bom óleo tipo Dot 5.1 Ferodo racing com linhas de aço.
As revisões tem de ser drasticamente encurtadas, para 7 a 7km.. óleo sempre do bom, e sempre que se puder dar uma revisão geral pelas coisas alteradas.
Não se poupem a coisas baratuxas para safar, pode sair caro no conjunto...
Espero ter ajudado em algo



















