Post Original de Drivbiwire
Rules that apply for the life of the car
-When the engine is cold (below the first 3 white marks at the base of the temp gage) rev the engine to at least 2,500 rpms.
-When the engine is warmed up (above the first three white marks) Rev the engine to no less than 3,000 rpms.
The reason for this is to keep the turbo on boost, clear the VNT guide vanes and apply firm pressure to the rings for optimal sealing against blow-by gasses. The rings need the boost to seal since its a turbo charged engine, babying the engine is detrimental and will lead to issues with compression if done so for very long.
First 1,000 miles
Keep rpms below 3,800. Avoid steady rpms. Frequent firm application of power is strongly recomended up to 3,800 rpm. Avoid the use of cruise control so that you naturally fluctuate the power with your foot.
1,000-5,000 miles
Use the full 5,100 rpm power range. Avoid steady rpms. Avoid the use of cruise control. Frequent application of full throttle is recomended to help seat the rings. City driving is ideal for breaking in a TDI due to frequent stops and acceleration. Once you get to 5,000 miles change the oil and perform your first service per the manual
5,000-10,000 miles
Use of the cruise control is ok at this point since most of the initial break in has occured. Continue to use occasional full throttle accelerations to continue to seat the rings. You will notice the engine become slightly louder during this phase due to less friction from the engine breaking in (normal for a diesel to become louder under lighter loads). If your going on a long drive and you are using the cruise, every so often step on the peddle to accelerate up about 20 mph then coast back down to your preset speed.
10,000-60,000
This is when the rest of the break in occurs. The engine from the factory will check out with about 475psi of compression pressure out of the crate. It will take at least 60,000 miles to reach the peak pressure of 550psi. For the most part once you get to 10,000 miles your compression will be around 510psi meaning that most of the break in has occured.
60,000-the life of the motor
The engines I have seen so far using a 5w40 oil are maintaining 550 psi of compression pressure with over 200,000 miles on the odometer. The owners have followed the advice above and do not have any oil consumption issues. This also means that with the higher pressure the engine is more efficient returning optimal fuel economy and reduced smoke output.
http://forums.tdiclub.com/showthread.php?p=464223
Já conhecia, e apesar de concordar com algumas coisas, não era capaz de o fazer...levar o motor às 2500rpm a frio
ou levar o motor a fazer 5100rpm...o meu até hoje não passou das 4300...
Agora concordo com a ideia que usar o motor usando cargas fortes de acelerador ajude a limpar o sistema de admissão e na fase de rodagem que ajude os vedantes dos pistons a acamarem melhor, mas não o faria antes dos 2500 a 3000km....antes de acamarem os vedantes deixar acamar o resto do motor... rolamentos, bronzes, sedes das válvulas...
Agora concordo com a ideia que usar o motor usando cargas fortes de acelerador ajude a limpar o sistema de admissão e na fase de rodagem que ajude os vedantes dos pistons a acamarem melhor, mas não o faria antes dos 2500 a 3000km....antes de acamarem os vedantes deixar acamar o resto do motor... rolamentos, bronzes, sedes das válvulas...
Leon FR TDI
Os bons fumarentos (leia-se TDIs) levam 90mil kms a acabarem a rodagem...n sabias disso..?LNeves Escreveu:Rodagem até aos 90.000 Kms ?![]()
Já tenho lido muita coisa sobre o "break-in" de motores, mas nada que se aproximasse disto. Talvez os fumarentos tenham um método especial
de corrida
Quanto aos conselhos em sí do artigo, concordo com a parte em q c o motor a frio se deve tentar aquecer o motor o mais depressa possível, e por isso devemos levar o motor até às ~2.500RPM pelo menos, óbviamente sem carga total.
Este ponto é bastante descurado pela maioria dos utilizadores, q prefere andar sempre em mudanças altas a baixas rpms, o q n só atrasa o aquecimento do motor, como contribui para a acumulação de resíduos no colector de admissão, sede das válvulas e turbo entre outros.
E para acabar, nada como uma boa esfrega p "limpar carvão" de vez em quando, explorando todas as rpms úteis do motor - sem os exageros mencionados (5100RPM).
'02 VW Golf TDI
PKE remap || 80mm intake || Free-flow exhaust || FK hightec kit || Sparco strut bar || S3 lower strut bar || Powerflex bushes || CC || Parking sensors || Aerotwin front and rear wipers ||
PKE remap || 80mm intake || Free-flow exhaust || FK hightec kit || Sparco strut bar || S3 lower strut bar || Powerflex bushes || CC || Parking sensors || Aerotwin front and rear wipers ||
Como fiz a repro. aos 3.800km, obviamente e por vezes explorei a repro. na verdadeiro sentido da palavra.
Por isso fiz como manda o manual
, power pró corpo!!!
Acabar aos 90.000km??? bem, parece que vendi o meu carro antes de acabar a rodagem
Por isso fiz como manda o manual
Acabar aos 90.000km??? bem, parece que vendi o meu carro antes de acabar a rodagem
O meu já vinha com 107.000 kms de rodagem feita. Foi só dar à chave e pisar. Aos 170.000 fartei-me, e levou carga a sério.
Já vai a caminho dos 214.000 kms e está são ke nem um pêro*.
* à excepção daquele pormenorzito das tuches a bater... mas isso acontece a todos, mais tarde ou mais cedo. Esperem pela pancada...Eheheh
Já vai a caminho dos 214.000 kms e está são ke nem um pêro*.
* à excepção daquele pormenorzito das tuches a bater... mas isso acontece a todos, mais tarde ou mais cedo. Esperem pela pancada...Eheheh
Bem,
Como cada vez falta menos para a maquina chegar
(digo eu), e como vai ser o meu primeiro carro novo, tenho andado a pesquisar sobre o tema.
A minha rodagem vai balizar-se pelas recomendações existentes nestes dois artigos, por serem aqueles que de todos os que li mais me fazem sentido.
Vou ter uma série de familiares amigos q vão querer conduzir o carro, mas acho q antes dos 5000 Km ninguém lhe vai por as mãos em cima, para garantir que é seguido o percurso traçado...
(certamente q irão compreender
)
Assim, aqui vai uma achega (a.k.a testamento):
Rodagem ao carro
Entende-se por período de rodagem a fase de início de utilização de um motor. O tratamento que lhe é dado pelo utilizador neste período pode vir a ter efeitos directos no seu rendimento ao longo de toda a sua vida útil, assim como na sua durabilidade.
O rigor construtivo, a precisão com que os motores são concebidos e a eficácia dos lubrificantes foram permitindo menos preocupações com a rodagem. Mas nos últimos anos, as coisas têm mudado um pouco, devido ao enorme aumento da complexidade tecnológica e aos maiores esforços a que alguns componentes passaram a estar sujeitos, principalmente no caso dos motores turbodiesel.
As peças do motor são desenhadas segundo rigorosas especificações em relação a medidas e tipo de material utilizado. Mas mesmo assim, não ficam perfeitas. É certo que essas imperfeições obedecem a margens de tolerância, mas precisarão sempre de se acoplar mutuamente durante os primeiros quilómetros. Esta é a fase em que todos os elementos da mecânica passam por um determinado desgaste controlado que elimina as pequenas imperfeições e as superfícies de contacto se vão adaptando entre si. Dado que é a própria fricção que elimina gradualmente estas imperfeições, exigem-se alguns cuidados que salvaguardem uma boa adaptação das peças, sem esforços exagerados.
Embora não seja possível determinar com rigor quanto dura cada rodagem, há factores que se conhecem com segurança. Nos primeiros mil quilómetros, o óleo tem que ter qualidade e há que evitar regimes de rotação elevados, evitando passar as 3500 rpm nos motores a gasolina e as 2500 rpm nos Diesel. Não se deve acelerar o motor solto (com o carro parado) e muito menos puxar por ele antes de ter atingido a temperatura de serviço, embora este conselho seja válido para toda a vida do motor, em especial se estiver equipado com um turbo. Também não é conveniente rodar a rotações demasiado baixas, que esforçam o motor. Não conduza abaixo das 1500 rpm a direito e muito menos nas subidas. O motor deve ser utilizado na faixa ideal de utilização, que no caso dos Diesel ronda as 2000 rpm e nos gasolina acima das 3500 rpm. Também deve deixar a caravana ou o reboque em casa, pelo menos até que o carro tenha 5.000 quilómetros.
Aconselhamos a que se faça uma mudança de óleo e respectivo filtro após os primeiros 1.500 a 2.500 quilómetros num motor novo, para que se retirem todas as partículas metálicas produzidas pela rodagem. É importante verificar o nível de óleo a cada 500 km, pois os motores novos têm alguma tendência para consumir lubrificante.
Merece um alerta especial a regra dos trinta segundos: nunca se deve desligar um motor com turbo logo após a imobilização do veículo. Ou seja, se acabou de estacionar, deixe o motor no ralenti durante meio minuto, no mínimo, para que a turbina (turbo) seja devidamente lubrificada enquanto afrouxa e arrefece. Deve ter especial atenção nas situações em que o motor faz mais esforço, como acontece nas auto-estradas. Se a meio destas entrar na estação de serviço, nunca desligue de imediato o motor.
Depois da rodagem inicial entra-se na segunda fase, que vai até aos 5.000 km e que consiste em soltar um pouco mais o motor, mas ainda com alguns cuidados. Devem continuar os cuidados a frio, tal como a regra dos 30 segundos, mas agora há que começar a puxar um pouco mais. Desta fase depende o rendimento posterior do carro. Assim, a partir dos 2.500 km, há que ir puxando gradualmente pelas rotações, em parcelas de 500 rpm a cada mil quilómetros. Por exemplo, aos 3.000 km, os Diesel podem ir tocando nas 3000 rpm, aos 4.000 km podem ser puxados até às 3500 rpm e aos 5.000 km podem ir às 4000 rpm. Nos a gasolina, o regime pode ir subindo um pouco mais, mas sem tocar no red-line antes dos 5.000 quilómetros. Também é importante não rodar durante longos períodos à mesma rotação. Se fizer uma viagem longa, conduza normalmente, com as normais variações de ritmo.
A rodagem poderá considerar-se completa em torno dos 10 mil quilómetros, situação em que o consumo de óleo já deve ser mínimo e o rendimento deve ser o desejado. Uma boa rodagem terá efeitos benéficos sobre a caixa de velocidades, mas também sobre as correias do motor, cujo principal inimigo são as mudanças súbitas de rotação, nas acelerações ou reduções.
Os travões também precisam de rodagem. Todo o raciocínio descrito em relação ao “acamar” das peças do motor e caixa é válido para as pastilhas, discos, calços e tambores. Há que evitar travagens bruscas ou demasiado prolongadas, para não sobreaquecer os componentes enquanto estes ainda não estão devidamente adaptados. Em carros novos há o perigo de “vidrar” as pastilhas quando são sobreaquecidas ainda muito novas.
Os próprios discos são mais sensíveis quando novos e podem sofrer empenos (ovalizar) ou até quebrar-se quando sofrem choques térmicos. Por exemplo, quando a roda passa por uma zona alagada logo após uma descida longa em que os travões foram muito solicitados e vêm quentes.
Fazer uma rodagem cuidada ao seu carro não é difícil, não custa dinheiro e só traz vantagens.
Rodagem não é só para motores novos
A rodagem deve ser levada em conta tanto num motor novo como num motor acabado de reparar. Mas neste caso há que ter ainda mais cuidado porque as tolerâncias são menos rigorosas num conserto do que no fabrico do veículo novo. Há que usar o motor com prudência durante os primeiros 500 quilómetros, sempre com óleo de boa qualidade e mudá-lo aos mil quilómetros. No caso de veículos que não trabalham há mais de um ano, deve começar-se por carregar a bateria. Se esta estiver cansada, o motor dá mais voltas a seco antes de pegar. O ideal é retirar as velas e através dos orifícios introduzir um pouco de óleo de motor nos cilindros antes de fazer rodar o motor. O filtro de óleo também deve ser mudado antes de dar à chave porque o seu miolo tende a endurecer com a imobilização do carro, obstruindo a passagem correcta de óleo. Só depois destas pequenas operações se deve colocar o motor em marcha.
Autor: Autohoje - António Amorim
2005-1-27
In http://forum-tt.com/index.cgi?contents= ... yngted.prd
Título Rodagem
Tema Técnica
Autor José António Moreira Galveias
Sumário Como conduzir um veículo com um motor novo ou recentemente reparado.
Última actualização : 24.3.2000 às 10:06
Alguém me sugeriu que alinhavasse algumas ideias sobre como deve ser feita uma rodagem a um motor novo. Não sendo propriamente um técnico nesta área, provavelmente algumas das ideias que a seguir transmitirei poderão sofrer de alguma falta de rigor científico, mas, face à minha experiência de algumas décadas sem problemas de maior nos resultados obtidos, algum fundo de verdade estas ideias deverão conter.
Quanto a motores, a minha posição sempre foi regida por dois princípios fundamentais:
• Por muito que digam o contrário, os motores precisam mesmo de uma rodagem bem feita.
Alguns experts chegam ao ponto de afirmar que os motores agora já vêm "rodados de fábrica", como se eles na fábrica não tivessem mais nada que fazer... Quando muito, o que se poderá dizer é que hoje existe um rigor muito maior na produção e que, por isso, as tolerâncias são muito mais apertadas, provocando uma estabilidade muito maior na qualidade final dos componentes mecânicos. Mas a rodagem propriamente dita terá sempre que ser feita por quem queira usufruir do motor do seu carro novo por um tempo considerável sem conhecer grandes problemas.
• Apesar de uma convicção mais ou menos profundamente arreigada nas mentes de muito boa gente, os motores não são "animais de hábitos" e por isso não creio que exista qualquer base teórica que suporte teorias como a que diz que "é preciso puxar cedo pelo motor porque senão ele nunca mais vai andar em condições".
Na realidade, os motores não tem "efeito de memória". O facto de um carro ter sido conduzido durante anos por alguém que não só andava devagar ou a baixas rotações, não quer dizer que o seu motor não seja tão capaz de rodar rápido como outro igual que tenha andado sempre "a fundo". Eu sei que esta afirmação pode deixar algumas pessoas de boca aberta, mas é um facto. Na realidade, o factor principal que condiciona o comportamento de um motor é o diagrama da sua distribuição. E isso é virtualmente inalterável ao longo do seu tempo útil de vida. Os restantes factores que influenciam o rendimento são a alimentação e a ignição. E esses, ou são facilmente afináveis ou, nos motores com gestão electrónica, nem sequer precisam de o ser.
Quanto à rodagem propriamente dita, costumo ter em linha de conta dois factores principais:
• Rotações
o Começo por determinar a rotação máxima ideal para o início da rodagem.
Para isto não tenho uma receita predefinida. Digamos que, caso a caso, perante as características do motor, as suas curvas (sobretudo a de binário) e as relações de transmissão, tento encontrar uma rotação máxima que seja suficientemente baixa para não exagerar mas, simultaneamente, suficientemente alta para não ter que circular demasiado devagar.
Normalmente, uma rotação próxima do meio da escala ou pouco acima dele é a mais indicada. Por razões práticas, arredondo o valor para um múltiplo de 500. E durante os primeiros quilómetros não passo dessa rotação.
o Determino também o valor dos incrementos periódicos.
Mais uma vez, isto depende das características do motor. Num motor vulgar a gasolina, costumo fazer incrementos de 500 RPM. Mas noutros casos já tenho feito aumentos de 250 RPM (normalmente em motores diesel pouco rotativos) e também de 1.000 RPM (em motores de moto, mais rotativos).
o Aplicação dos incrementos periódicos.
A cada 500 quilómetros, vou aumentando o regime máximo do valor do incremento que decidi, de acordo com o ponto anterior.
Assim, por exemplo, no caso do Suzuki Jimny (que foi a minha rodagem mais recente), e que tem uma red-line às 6.500 RPM e uma curva de binário com o valor máximo às 4.500, estabeleci um valor inicial de 3.500 RPM, correspondendo grosso modo a 80 quilómetros/hora em 5a. Eu sei, dava quase para adormecer, mas foram só 500 quilómetros...
A partir dos 500 quilómetros comecei a fazer 4.000 RPM, a partir dos 1.000 quilómetros comecei a atingir 4.500 RPM, e assim sucessivamente. Em termos práticos, isto significa que só a partir dos 3.000 quilómetros é que comecei a utilizar todas as rotações possíveis do motor. E esta parece-me, de facto, uma quilometragem suficiente para considerar uma rodagem como feita.
Note-se que este facto não significa que o motor fique completamente solto ao fim deste tempo. Realmente, isso varia de motor para motor e, tradicionalmente, os diesel costumam precisar de uns bons milhares de quilómetros para começarem a responder de uma forma mais rápida.
• Carga na admissão
Pelo menos durante os primeiros 1.500 quilómetros, não se deve exagerar na carga
que se mete no motor. Isto significa, em termos práticos, não abusar do acelerador, independentemente das rotações a que se vai. Se o carro for mais carregado ou se a subida for mais inclinada, só creio que haja uma solução: deixar o motor perder rotação, baixar uma velocidade se for necessário, mas nunca passar do meio do curso do acelerador nos primeiros 1.000 quilómetros e dos 3/4 entre os 1.000 e os 1.500 quilómetros. Isto é particularmente importante nos motores turbo comprimidos porque o facto de se ir a uma rotação mais baixa não
impede que se comece a gerar carga na admissão se formos progressivamente abusando do acelerador.
Aliás, no caso do meu UMM actual (que não tem conta-rotações), a rodagem foi feita basicamente pelo manómetro de pressão do turbo...
Admito que os primeiros tempos com um motor novo, e sobretudo se o carro for mesmo lento, podem ser frustrantes para quem quer começar logo a tirar partido do brinquedo... Mas as coisas são mesmo assim: ou é para durar ou não é, e eu até agora não me tenho dado nada mal com esta receita.
Claro que as pessoas podem sempre perguntar: então e isto é para seguir escrupulosamente? Eu diria que isto são referências que se devem seguir, apesar de tudo, com alguma flexibilidade. Por exemplo, o facto de numa determinada altura se poderem fazer 3.000 RPM não implica que andemos sempre lá. De facto, a ideia é podermos ir até lá quando o acharmos conveniente. Da mesma forma, o facto de numa fase só podermos fazer as mesmas 3.000 RPM não significa que, pontualmente, não as possamos ultrapassar. O que eu defendo é que isso não deve ser feito sistematicamente nem à custa de exagero de acelerador. A meu ver, é muito menos comprometedor levar uma 2a. ou uma 3a. umas 1.000 RPM acima disso por uns poucos segundos num arranque ou para facilitar uma ultrapassagem do que fazer largos quilómetros 500 RPM acima daquilo que definimos.
Naturalmente, isto tudo se passa para além dos habituais cuidados que se devem ter com qualquer motor, novo ou velho: não pôr o motor em funcionamento com o acelerador, não exagerar enquanto os fluidos (sobretudo o óleo) não atingirem a temperatura normal de funcionamento, não desligar o motor abruptamente com o turbo em brasa, cortando-lhe repentinamente a lubrificação, etc.
Penso que nesta, como na maior parte das coisas, o que conta fundamentalmente é o bom senso.
Como cada vez falta menos para a maquina chegar
A minha rodagem vai balizar-se pelas recomendações existentes nestes dois artigos, por serem aqueles que de todos os que li mais me fazem sentido.
Vou ter uma série de familiares amigos q vão querer conduzir o carro, mas acho q antes dos 5000 Km ninguém lhe vai por as mãos em cima, para garantir que é seguido o percurso traçado...
Assim, aqui vai uma achega (a.k.a testamento):
Rodagem ao carro
Entende-se por período de rodagem a fase de início de utilização de um motor. O tratamento que lhe é dado pelo utilizador neste período pode vir a ter efeitos directos no seu rendimento ao longo de toda a sua vida útil, assim como na sua durabilidade.
O rigor construtivo, a precisão com que os motores são concebidos e a eficácia dos lubrificantes foram permitindo menos preocupações com a rodagem. Mas nos últimos anos, as coisas têm mudado um pouco, devido ao enorme aumento da complexidade tecnológica e aos maiores esforços a que alguns componentes passaram a estar sujeitos, principalmente no caso dos motores turbodiesel.
As peças do motor são desenhadas segundo rigorosas especificações em relação a medidas e tipo de material utilizado. Mas mesmo assim, não ficam perfeitas. É certo que essas imperfeições obedecem a margens de tolerância, mas precisarão sempre de se acoplar mutuamente durante os primeiros quilómetros. Esta é a fase em que todos os elementos da mecânica passam por um determinado desgaste controlado que elimina as pequenas imperfeições e as superfícies de contacto se vão adaptando entre si. Dado que é a própria fricção que elimina gradualmente estas imperfeições, exigem-se alguns cuidados que salvaguardem uma boa adaptação das peças, sem esforços exagerados.
Embora não seja possível determinar com rigor quanto dura cada rodagem, há factores que se conhecem com segurança. Nos primeiros mil quilómetros, o óleo tem que ter qualidade e há que evitar regimes de rotação elevados, evitando passar as 3500 rpm nos motores a gasolina e as 2500 rpm nos Diesel. Não se deve acelerar o motor solto (com o carro parado) e muito menos puxar por ele antes de ter atingido a temperatura de serviço, embora este conselho seja válido para toda a vida do motor, em especial se estiver equipado com um turbo. Também não é conveniente rodar a rotações demasiado baixas, que esforçam o motor. Não conduza abaixo das 1500 rpm a direito e muito menos nas subidas. O motor deve ser utilizado na faixa ideal de utilização, que no caso dos Diesel ronda as 2000 rpm e nos gasolina acima das 3500 rpm. Também deve deixar a caravana ou o reboque em casa, pelo menos até que o carro tenha 5.000 quilómetros.
Aconselhamos a que se faça uma mudança de óleo e respectivo filtro após os primeiros 1.500 a 2.500 quilómetros num motor novo, para que se retirem todas as partículas metálicas produzidas pela rodagem. É importante verificar o nível de óleo a cada 500 km, pois os motores novos têm alguma tendência para consumir lubrificante.
Merece um alerta especial a regra dos trinta segundos: nunca se deve desligar um motor com turbo logo após a imobilização do veículo. Ou seja, se acabou de estacionar, deixe o motor no ralenti durante meio minuto, no mínimo, para que a turbina (turbo) seja devidamente lubrificada enquanto afrouxa e arrefece. Deve ter especial atenção nas situações em que o motor faz mais esforço, como acontece nas auto-estradas. Se a meio destas entrar na estação de serviço, nunca desligue de imediato o motor.
Depois da rodagem inicial entra-se na segunda fase, que vai até aos 5.000 km e que consiste em soltar um pouco mais o motor, mas ainda com alguns cuidados. Devem continuar os cuidados a frio, tal como a regra dos 30 segundos, mas agora há que começar a puxar um pouco mais. Desta fase depende o rendimento posterior do carro. Assim, a partir dos 2.500 km, há que ir puxando gradualmente pelas rotações, em parcelas de 500 rpm a cada mil quilómetros. Por exemplo, aos 3.000 km, os Diesel podem ir tocando nas 3000 rpm, aos 4.000 km podem ser puxados até às 3500 rpm e aos 5.000 km podem ir às 4000 rpm. Nos a gasolina, o regime pode ir subindo um pouco mais, mas sem tocar no red-line antes dos 5.000 quilómetros. Também é importante não rodar durante longos períodos à mesma rotação. Se fizer uma viagem longa, conduza normalmente, com as normais variações de ritmo.
A rodagem poderá considerar-se completa em torno dos 10 mil quilómetros, situação em que o consumo de óleo já deve ser mínimo e o rendimento deve ser o desejado. Uma boa rodagem terá efeitos benéficos sobre a caixa de velocidades, mas também sobre as correias do motor, cujo principal inimigo são as mudanças súbitas de rotação, nas acelerações ou reduções.
Os travões também precisam de rodagem. Todo o raciocínio descrito em relação ao “acamar” das peças do motor e caixa é válido para as pastilhas, discos, calços e tambores. Há que evitar travagens bruscas ou demasiado prolongadas, para não sobreaquecer os componentes enquanto estes ainda não estão devidamente adaptados. Em carros novos há o perigo de “vidrar” as pastilhas quando são sobreaquecidas ainda muito novas.
Os próprios discos são mais sensíveis quando novos e podem sofrer empenos (ovalizar) ou até quebrar-se quando sofrem choques térmicos. Por exemplo, quando a roda passa por uma zona alagada logo após uma descida longa em que os travões foram muito solicitados e vêm quentes.
Fazer uma rodagem cuidada ao seu carro não é difícil, não custa dinheiro e só traz vantagens.
Rodagem não é só para motores novos
A rodagem deve ser levada em conta tanto num motor novo como num motor acabado de reparar. Mas neste caso há que ter ainda mais cuidado porque as tolerâncias são menos rigorosas num conserto do que no fabrico do veículo novo. Há que usar o motor com prudência durante os primeiros 500 quilómetros, sempre com óleo de boa qualidade e mudá-lo aos mil quilómetros. No caso de veículos que não trabalham há mais de um ano, deve começar-se por carregar a bateria. Se esta estiver cansada, o motor dá mais voltas a seco antes de pegar. O ideal é retirar as velas e através dos orifícios introduzir um pouco de óleo de motor nos cilindros antes de fazer rodar o motor. O filtro de óleo também deve ser mudado antes de dar à chave porque o seu miolo tende a endurecer com a imobilização do carro, obstruindo a passagem correcta de óleo. Só depois destas pequenas operações se deve colocar o motor em marcha.
Autor: Autohoje - António Amorim
2005-1-27
In http://forum-tt.com/index.cgi?contents= ... yngted.prd
Título Rodagem
Tema Técnica
Autor José António Moreira Galveias
Sumário Como conduzir um veículo com um motor novo ou recentemente reparado.
Última actualização : 24.3.2000 às 10:06
Alguém me sugeriu que alinhavasse algumas ideias sobre como deve ser feita uma rodagem a um motor novo. Não sendo propriamente um técnico nesta área, provavelmente algumas das ideias que a seguir transmitirei poderão sofrer de alguma falta de rigor científico, mas, face à minha experiência de algumas décadas sem problemas de maior nos resultados obtidos, algum fundo de verdade estas ideias deverão conter.
Quanto a motores, a minha posição sempre foi regida por dois princípios fundamentais:
• Por muito que digam o contrário, os motores precisam mesmo de uma rodagem bem feita.
Alguns experts chegam ao ponto de afirmar que os motores agora já vêm "rodados de fábrica", como se eles na fábrica não tivessem mais nada que fazer... Quando muito, o que se poderá dizer é que hoje existe um rigor muito maior na produção e que, por isso, as tolerâncias são muito mais apertadas, provocando uma estabilidade muito maior na qualidade final dos componentes mecânicos. Mas a rodagem propriamente dita terá sempre que ser feita por quem queira usufruir do motor do seu carro novo por um tempo considerável sem conhecer grandes problemas.
• Apesar de uma convicção mais ou menos profundamente arreigada nas mentes de muito boa gente, os motores não são "animais de hábitos" e por isso não creio que exista qualquer base teórica que suporte teorias como a que diz que "é preciso puxar cedo pelo motor porque senão ele nunca mais vai andar em condições".
Na realidade, os motores não tem "efeito de memória". O facto de um carro ter sido conduzido durante anos por alguém que não só andava devagar ou a baixas rotações, não quer dizer que o seu motor não seja tão capaz de rodar rápido como outro igual que tenha andado sempre "a fundo". Eu sei que esta afirmação pode deixar algumas pessoas de boca aberta, mas é um facto. Na realidade, o factor principal que condiciona o comportamento de um motor é o diagrama da sua distribuição. E isso é virtualmente inalterável ao longo do seu tempo útil de vida. Os restantes factores que influenciam o rendimento são a alimentação e a ignição. E esses, ou são facilmente afináveis ou, nos motores com gestão electrónica, nem sequer precisam de o ser.
Quanto à rodagem propriamente dita, costumo ter em linha de conta dois factores principais:
• Rotações
o Começo por determinar a rotação máxima ideal para o início da rodagem.
Para isto não tenho uma receita predefinida. Digamos que, caso a caso, perante as características do motor, as suas curvas (sobretudo a de binário) e as relações de transmissão, tento encontrar uma rotação máxima que seja suficientemente baixa para não exagerar mas, simultaneamente, suficientemente alta para não ter que circular demasiado devagar.
Normalmente, uma rotação próxima do meio da escala ou pouco acima dele é a mais indicada. Por razões práticas, arredondo o valor para um múltiplo de 500. E durante os primeiros quilómetros não passo dessa rotação.
o Determino também o valor dos incrementos periódicos.
Mais uma vez, isto depende das características do motor. Num motor vulgar a gasolina, costumo fazer incrementos de 500 RPM. Mas noutros casos já tenho feito aumentos de 250 RPM (normalmente em motores diesel pouco rotativos) e também de 1.000 RPM (em motores de moto, mais rotativos).
o Aplicação dos incrementos periódicos.
A cada 500 quilómetros, vou aumentando o regime máximo do valor do incremento que decidi, de acordo com o ponto anterior.
Assim, por exemplo, no caso do Suzuki Jimny (que foi a minha rodagem mais recente), e que tem uma red-line às 6.500 RPM e uma curva de binário com o valor máximo às 4.500, estabeleci um valor inicial de 3.500 RPM, correspondendo grosso modo a 80 quilómetros/hora em 5a. Eu sei, dava quase para adormecer, mas foram só 500 quilómetros...
A partir dos 500 quilómetros comecei a fazer 4.000 RPM, a partir dos 1.000 quilómetros comecei a atingir 4.500 RPM, e assim sucessivamente. Em termos práticos, isto significa que só a partir dos 3.000 quilómetros é que comecei a utilizar todas as rotações possíveis do motor. E esta parece-me, de facto, uma quilometragem suficiente para considerar uma rodagem como feita.
Note-se que este facto não significa que o motor fique completamente solto ao fim deste tempo. Realmente, isso varia de motor para motor e, tradicionalmente, os diesel costumam precisar de uns bons milhares de quilómetros para começarem a responder de uma forma mais rápida.
• Carga na admissão
Pelo menos durante os primeiros 1.500 quilómetros, não se deve exagerar na carga
que se mete no motor. Isto significa, em termos práticos, não abusar do acelerador, independentemente das rotações a que se vai. Se o carro for mais carregado ou se a subida for mais inclinada, só creio que haja uma solução: deixar o motor perder rotação, baixar uma velocidade se for necessário, mas nunca passar do meio do curso do acelerador nos primeiros 1.000 quilómetros e dos 3/4 entre os 1.000 e os 1.500 quilómetros. Isto é particularmente importante nos motores turbo comprimidos porque o facto de se ir a uma rotação mais baixa não
impede que se comece a gerar carga na admissão se formos progressivamente abusando do acelerador.
Aliás, no caso do meu UMM actual (que não tem conta-rotações), a rodagem foi feita basicamente pelo manómetro de pressão do turbo...
Admito que os primeiros tempos com um motor novo, e sobretudo se o carro for mesmo lento, podem ser frustrantes para quem quer começar logo a tirar partido do brinquedo... Mas as coisas são mesmo assim: ou é para durar ou não é, e eu até agora não me tenho dado nada mal com esta receita.
Claro que as pessoas podem sempre perguntar: então e isto é para seguir escrupulosamente? Eu diria que isto são referências que se devem seguir, apesar de tudo, com alguma flexibilidade. Por exemplo, o facto de numa determinada altura se poderem fazer 3.000 RPM não implica que andemos sempre lá. De facto, a ideia é podermos ir até lá quando o acharmos conveniente. Da mesma forma, o facto de numa fase só podermos fazer as mesmas 3.000 RPM não significa que, pontualmente, não as possamos ultrapassar. O que eu defendo é que isso não deve ser feito sistematicamente nem à custa de exagero de acelerador. A meu ver, é muito menos comprometedor levar uma 2a. ou uma 3a. umas 1.000 RPM acima disso por uns poucos segundos num arranque ou para facilitar uma ultrapassagem do que fazer largos quilómetros 500 RPM acima daquilo que definimos.
Naturalmente, isto tudo se passa para além dos habituais cuidados que se devem ter com qualquer motor, novo ou velho: não pôr o motor em funcionamento com o acelerador, não exagerar enquanto os fluidos (sobretudo o óleo) não atingirem a temperatura normal de funcionamento, não desligar o motor abruptamente com o turbo em brasa, cortando-lhe repentinamente a lubrificação, etc.
Penso que nesta, como na maior parte das coisas, o que conta fundamentalmente é o bom senso.
Acho esta parte aqui um bocado barbaridade... conduzir um TDI abaixo ou nas 2500 mesmo somente apenas por 1000 Kilometros é um martirio du caraças!adnb Escreveu: Embora não seja possível determinar com rigor quanto dura cada rodagem, há factores que se conhecem com segurança. Nos primeiros mil quilómetros, o óleo tem que ter qualidade e há que evitar regimes de rotação elevados, evitando passar as 3500 rpm nos motores a gasolina e as 2500 rpm nos Diesel.
Isto sim, para mim é de extrema importancia!! aquele primeiro filtro, dizem que tem sempre muita "porcaria"!!adnb Escreveu: Aconselhamos a que se faça uma mudança de óleo e respectivo filtro após os primeiros 1.500 a 2.500 quilómetros num motor novo, para que se retirem todas as partículas metálicas produzidas pela rodagem. É importante verificar o nível de óleo a cada 500 km, pois os motores novos têm alguma tendência para consumir lubrificante.
aqui, acho que o pessoal das fábricas são donos de uma enorma irresponsabilidade, ou esta treta da rodagem é mesmo só para quem não tem nada que fazer!! digo isto, porque moro ao pé da autoeuropa e todos os dias, mas mesmo todos os dias, saem daqui dezenas dos novos cabrios em testes, prontos só a por a matricula, resetar o motor para zeros e ser vendido! e voçes sabem como eles são conduzidos nesses poucos kilometros?? um traçado com cerca de 15 a 20 kilometros?? pois, eles saem da autoeuropa, fazem um caminho de estranha boa com cerca de 2 ou 3 kilometros, entram em estrada de cabras, voltam á estrada normal e terminam na passagem pela via rápida!! sabem a quanto já apanhei estes cabrios a rodar na via? a mais de 180 hora!! o que é certo é que a maior parte anda devagar a testar os carros, mas já apanhei muitos mesmo na escafia dos carros, o que denota uma grande irresponsabilidade, e se assim for com base no testamento referido no post anterior, é meio caminho andado para esses carros darem problemas aos futuros donos!!adnb Escreveu: • Por muito que digam o contrário, os motores precisam mesmo de uma rodagem bem feita.
Alguns experts chegam ao ponto de afirmar que os motores agora já vêm "rodados de fábrica", como se eles na fábrica não tivessem mais nada que fazer... Quando muito, o que se poderá dizer é que hoje existe um rigor muito maior na produção e que, por isso, as tolerâncias são muito mais apertadas, provocando uma estabilidade muito maior na qualidade final dos componentes mecânicos. Mas a rodagem propriamente dita terá sempre que ser feita por quem queira usufruir do motor do seu carro novo por um tempo considerável sem conhecer grandes problemas.
Última edição por Bruno Carmo em 12 ago 2006, 11:18, editado 1 vez no total.
Ao contrário do q acontecia há uns bons anitos atrás c o aperfeiçoamento dos meios de fabricos e evolução dos lubrificantes, a rodagem nem de longe nem de perto tem a mesma importância q tinha...
Regra geral, os motores vêm perfeitamente preparados p ter uma utilização normal, mal saiem de fábrica, embora só atinjam as suas performances óptimas ("soltando-se") uns bons kilometros mais tarde - pelo menos 5mil kms, dependendo do motor em causa e da utlização tida.
Regra geral, os motores vêm perfeitamente preparados p ter uma utilização normal, mal saiem de fábrica, embora só atinjam as suas performances óptimas ("soltando-se") uns bons kilometros mais tarde - pelo menos 5mil kms, dependendo do motor em causa e da utlização tida.
'02 VW Golf TDI
PKE remap || 80mm intake || Free-flow exhaust || FK hightec kit || Sparco strut bar || S3 lower strut bar || Powerflex bushes || CC || Parking sensors || Aerotwin front and rear wipers ||
PKE remap || 80mm intake || Free-flow exhaust || FK hightec kit || Sparco strut bar || S3 lower strut bar || Powerflex bushes || CC || Parking sensors || Aerotwin front and rear wipers ||

